quarta-feira, 20 de junho de 2012

Testemunho! (14.05.2012)

Que o Senhor derrame suavemente o seu amor sobre os seus filhos e filhas e os conduza pelos caminhos da verdade, da justiça e do bem. A proteção do Ressuscitado faça de nós imbatíveis testemunhas de seu Evangelho e preserve-nos do mal! Um dia cheio de Deus a todos! 


Pe. Edson Bantim
Roma-It

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ninguém tem maior amor! (13.05.2012)

"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos" (Jo 15,13) O Evangelho deste domingo se derrama em poesia de amor-de-amizade! Jesus recorda que todo amor é construído sobre o alicerce da fidelidade aos ideais compartilhados. A amizade que, nas palavras de Aristóteles, é comunhão de almas, é sobretudo dom de amor. Um amor transparente e confiante. O coração dos amigos, dos verdadeiros amigos, se unem na direção de um ideal sublime que encontra em Deus a sua fonte e tende à eternidade. O amor dos amigos doa leveza e doçura às nossas vidas, nos engrandece e nos dá a confiança de que necessitamos para sermos nós mesmos, para despirmos nossas almas e deixar que o Eterno nos converta em suas testemunhas. Hoje meu coração se eleva em oração por aqueles que me enriqueceram com o dom da sua amizade do seu afeto, por todos os que experimentam em suas vidas esta dádiva tão vital e ainda por todos os que dela são necessitados para que encontrem no coração de um amigo sincero a doçura e a suavidade do amor de Deus!




Pe. Edson Bantim
Roma-It

Se o mundo vos odeia! (12.05.2012)

"Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence". (Jo 15,18-19) A Vida Nova que Jesus nos propõe é uma alternativa à proposta corrente em cada tempo e em cada cultura. A ilusão de acomodar o Evangelho ao "mundo" é um ato de infidelidade à originalidade da Boa Nova de Cristo. Se os cristãos não tiverem nada de Novo para apresentar como estilo de vida, a Boa Notícia de Jesus perde o seu caráter transformador. O respeito à diversidade cultural e à autonomia do poder civil é um dever social, a fidelidade à Cristo e aos valores do Evangelho é um dever Cristão. Que o Senhor nos dê a coragem necessária para servos legítimas testemunhas da sua Vida e do seu amor entre os homens e mulheres de nosso tempo, de modo que o Evangelho continue a ser um raio de luz e esperança em um mundo mais justo e santo!


Pe. Edson Bantim
Roma-It

Vos chamo Amigos! (11.05.2012)

"Já não vos chamo servos, mas amigos" (Jo 15,15) Jesus põe a amizade como um ideal de vida cristã. A amizade, quando atinge os níveis mais elevados, aproxima-se à perfeição do amor desinteressado, se torna caminho para Deus. Esta amizade que se transformou em ocasião para louvar a Deus e amadurecimento na fé passa a gozar de uma comunhão tão profunda que não permite a aproximação do mal; se torna luz e conforto para a alma, conduz as consciências à retidão e anima os corações à fidelidade e à perseverança no amor, porque a amizade é a forma mais pura e benevolente do amor.




Pe. Edson Bantim
Roma-It

Permanecei no meu amor! (10.05.2012)

"Permanecei no meu amor" (Jo 15,9) Viver no amor de Cristo é ser fiel ao estilo de vida que ele representa! Os Cristão são chamados a serem um raio de luz em meio a tanta escuridão, uma proposta antiga e sempre nova que preza pela coerência de vida, o testemunho de fidelidade ao projeto de Cristo e, sobretudo, de autêntica e responsável liberdade!



Pe. Edson Bantim
Roma-It

Solenidade de São José Operário (1.05.2012)

"Não é este o filho do Carpinteiro?" Hoje lembramos São José operário e o nosso olhar se volta à questão do trabalho e de sua dignidade. São tantos o belos discursos sobre a necessidade do trabalho, falta, contudo, uma real sensibilidade à situação dos homens e mulheres que não conseguem trabalho, ou trabalham em condições indignas! Os cristãos não podem ser indiferentes a qualquer que seja a forma de injustiça! Nas vida dos discípulos de Cristo os homens e mulheres de nosso tempo devem encontrar um sinal concreto de esperança no futuro da história da humanidade inteira! Que o Senhor, identificado com o pai trabalhador, nos ajude a construir a nossa identidade associando-a à obra de Cristo para o resgate da dignidade e da liberdade de todos os seres humanos!
Pe. Edson Bantim

quinta-feira, 22 de março de 2012

Crise da Esperança e Barbárie Cultural

Temos assistido nos últimos tempos a um estado de constante insegurança seja a nível econômico que humano. A crise de valores já insinuada nos albores do séc. XX e consolidada nas últimas décadas do mesmo século vive hodiernamente a fase sucessiva: a dissolução da esperança.
O termo "esperança" é muito poluído devido à banalização de seu uso, chegando a uma compreensão quase ingênua e, predominantemente, comodista, do modo de pôr-se diante de uma situação crítica. Esperança, porém, deve ser compreendida como aquela capacidade humana de resignação e de confiança que valoriza o potencial do ser humano de superar os seus limites e de transformar a realidade elevando-a a patamares mais altos de justiça e equidade. É a fé incondicional e indiscriminada no potencial humano que torna possível com que cada pessoa humana possa ensimesmar-se com a humanidade inteira. Em termos cristãos poderíamos dizer que a esperança é a condição "sine qua non" da solidariedade e do amor ao próximo.
A crise desta fé, desta paixão pelo humano, produz o contrário da esperança, conduzindo à uma situação de desconfiança e de discriminação entre "humanidade credível/salvável" e "humanidade desacreditada/perdida", onde a sobrevivência da primeira exige a destruição da segunda.
O filósofo francês Edgar Morin em recente entrevista ao jornal espanhol "El país", comentando o movimento "los indignados" dizia que este é uma reação a esta crise de esperança que gera uma situação de barbárie, onde a falta de confiança nos modelos culturais vigentes desencadeia uma violenta reação contra os seus sustentadores; o grande problema, segundo Morin, é que los indignados "fazem críticas justas, denunciam, mas não podem anunciar". Não podem anunciar justamente porque não acreditam mais nos valores que fundamentaram a sociedade nascida com a democracia e os governos liberais. A democracia deixa cada vez mais de ser a garantia do poder do povo para ser instrumento de ascensão de quem detém os mais sofisticados meios de publicidade e de manipulação das massas, por outro lado os governos liberais se tornaram "covis" que abrigam os mais diversos tipos de corruptos e de gatunos parasitas do dinheiro público, demolindo portanto a esperança da juventude cada vez mais abandonada à própria sorte, devendo lutar pela sobrevivência em um mundo desprovido de valores e de princípios morais claros. Los indignados são o sintoma mais ameno desta situação de barbárie, pois aquele mais perigoso e mais cruel é justamente o assassinato da esperança no coração do homem impedindo-lhe de acreditar em seu futuro, destruindo a humanidade nas suas raízes mais profundas.
A este ponto de nossa reflexão o leitor deve considerar a nossa reflexão por demais pessimista, porém, cremos firmemente que a situação de barbárie atual coloca o home diante de escolhas fundamentais que determinarão o futuro da humanidade e a manutenção da própria vida na Terra.
Urge uma reelaboração dos valores humanos fundamentais, um renascimento da esperança, uma redescoberta do potencial moral humano, uma conscientização acerca do risco ecológico, enfim, uma reeducação acerca da complexidade da existência, da interdependência radical entre as diversas facetas da vida, da cultura e do poder, recobrando a "unidade diversificada" que permite a sobrevivência pacífica e a supremacia da solidariedade e da comunhão. Tal empreendimento é um dever de toda a sociedade, sobretudo recai como uma obrigação daqueles homens e daquelas instituições responsáveis pela formação das consciências e pela emolduração teórica das culturas, como as instituições religiosas, educacionais e familiar.
Aos ouvidos dos cristãos ressoa sobretudo o chamado de Cristo ao testemunho; ao silencioso grito transformador do testemunho que é capaz de abrir os ouvidos aos surdos, fazer ver aos cegos e falar aos mudos e, principalmente, calar a voz dos "espíritos imundos" que submetem o homem à escravidão da alma e condena à morte a esperança no tribunal do coração dos jovens.

Pe. Edson Bantim
Roma-It, 22/03/2012